Bahia e Amazonas têm os maiores índices de domicílios sem renda per capita

 

Além de apresentar um porcentual significativo de pessoas abaixo da linha da pobreza, em 2017, a Bahia teve o maior índice de domicílios sem nenhum rendimento do país, empatado com o do Amazonas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em ambos os estados, 3,3% dos domicílios não tinham renda per capita. Na Bahia, o índice representa um aumento de 70,4% em relação à medição anterior, de 2016.

Embora o porcentual seja o mesmo para os dois estados, quando se considera os números absolutos, a quantidade de residências em que nenhum morador tem renda é maior na Bahia. São 168 mil, contra 36 mil no Amazonas.

O índice de domicílios sem rendimento da Bahia é acima das médias do Nordeste (2,4%) e nacional (2,2%), além de ser ligeiramente maior do que o porcentual de domicílios que têm renda per capita mais elevada: em 2017, 3,1% das residências no estado (159 mil) tinham rendimento per capita maior do que 5 salários mínimos (R$ 4.685 por morador, à época).

A proporção de residências sem rendimento cresceu em relação a 2016. Naquele ano, eles representavam 1,9% do total de domicílios baianos (99 mil em números absolutos).

COMPARTILHAR