Cargos do Detran foram loteados por deputados presos, diz PF

Os dez deputados presos na operação Furna da Onça no estado do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (8), loteram cargos do Departamento de Trânsito (Detran) em 20 cidades.

De acordo com a força-tarefa da Lava Jato no Rio, a investigação do loteamento começou com a apreensão do notebook do deputado Edson Albertassi, então líder do MDB, na Assembleia Legislativa do RJ e um dos supostos beneficiados no esquema.

De acordo com o Ministério Público Federal, o computador apreendido tinha arquivo em que constava a divisão de controle dos postos em cada cidade. As investigações mostram que a empresa Prol, vencedora dos contratos para fornecimento de mão de obra nos postos, disponibilizava cargos para indicação dos deputados.

De acordo com reportagem do site G1, na planilha, cada parlamentar aparece com um número determinado de cargos disponíveis, chegando a indicar diretores de unidades. São indicações para chefes de unidades, responsáveis por vistorias, e assistentes.

De acordo com as investigações, o ex-presidente da Alerj e deputado afastado Jorge Picciani é quem indicou a cargos em postos em mais cidades: seis (Nova Iguaçu, Queimados, Belford Roxo, São João de Meriti, Teresópolis e Três Rios).

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