Ganhadores deixaram de buscar R$ 150 milhões

 

As loterias federais administradas pela Caixa Econômica Federal tiveram uma arrecadação recorde no 1º semestre deste ano. De janeiro a junho, as receitas somaram R$ 6,4 bilhões.

Segundo os dados do banco, a modalidade mais vendida foi a Mega-Sena, que arrecadou R$ 2,28 bilhões. Em seguida vieram a Lotofácil, com R$ 1,96 bilhão, e a Quina, com R$ 1,2 bilhão.

Do valor total, R$ 3,1 bilhões foram destinados a repasses sociais, como é determinado por lei. Isso porque parte do total arrecadado com os jogos tem que ser alocado em áreas consideradas prioritárias, e R$ 2,56 bilhões destinados a premiação dos ganhadores.

Foram enviados, por exemplo, R$ 1 bilhão à Seguridade Social, R$ 599 milhões ao Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), R$ 191 milhões ao Funpen (Fundo Penitenciário Nacional) e R$ 100 milhões ao COB (Comitê Olímpico Brasileiro).

Em 2017, as loterias, faturaram R$ 13,9 bilhões, alta de 8,14% em relação a 2016. No período, a Mega-Sena foi responsável por 42% da arrecadação.

Prêmios não resgatados

De janeiro a junho, R$ 150,3 milhões em prêmios deixaram de ser resgatados por ganhadores das loterias no Brasil. Em 2017, R$ 326 milhões foram deixados para trás, segundo a Caixa.

Pelas regras das loterias, os ganhadores têm até 90 dias corridos após a realização do sorteio para resgatar o prêmio. Passado o prazo, os recursos são repassados ao Fies, programa do governo federal de financiamento de cursos de graduação no Ensino Superior.

COMPARTILHAR