Atropelador que matou bebê em Copacabana diz que teve ataque epilético e ‘apagou’

Antonio de Almeida Anaquim, de 41 anos, motorista do carro que atropelou 16 pedestres e matou um bebê no calçadão e na praia de Copacabana na noite desta quinta-feira, 18, disse a policiais que sofreu um ataque epilético pouco antes do acidente.

Segundo testemunhas, Anaquim tentou fugir, mas foi detido e levado para uma delegacia em Copacabana. O motorista será submetido a exame para detectar a quantidade de álcool no sangue.
Informações do produtor Leslie Leitão, da TV Globo, dão conta de que realmente havia remédios para epilepsia no carro do atropelador. Imagens mostram embalagens dos remédios Depakote, Lamitor e Tegretol, todos usados contra a doença. Anaquim afirma que “apagou” quando estava dirigindo e subiu a calçadão.

O Denatran explica que um paciente epilético pode ter direito a habilitação desde que não tenha tido crise no ano anterior ao pedido e haja parecer médico favorável.

Informações do Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ), Anaquim está com a carteira de habilitação bloqueada. Ele acumula 62 pontos por infrações e 14 multas nos últimos 5 anos.
Entre os feridos há um australiano em estado grave e uma menina de 7 anos com várias fraturas e escoriações. Treze vítimas continuam internadas.

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