FBF: Com golpe presidente tenta se eternizar

Desgastado, sem prestígio com torcida, clubes e ligas aos quais impõe decisões e regras estapafúrdias e na busca de não perder o poder, o atual gestor da Federação Bahiana do Fracasso reuniu meia dúzia de clubes e ligas e, num golpe estilo ditadores e tiranos, mudou completamente o Estatuto da Federação de Futebol para ter direito a mais 2 ou 3 eleições, o que nunca realizou sob o receio de derrota nas urnas, apesar do curral que quase todos os presidentes de entidades esportivas implantam para se perpetuar no poder.

Temeroso com a certeza de quem vai ter bate-chapa, concorrente capaz de derrota-lo no voto de Clubes e Ligas em 2018 pelo quase nada que fez em prol do futebol na Bahia (falaremos à frente sobre fracassos e derrotas), aquele que deve se achar “insubstituível” nega a todos – torcedores, clubes e ligas – acesso ao Estatuto da entidade para evitar que os mesmos tomem conhecimento das regras para uma verdadeira eleição.

Num ato digno de “ditaduras como a de 64”, um edital escondido foi publicado num jornal de Salvador pra ninguém apesar de gastar com rádios e TVs, e do qual participaram metade dos clubes profissionais e nem 20% das ligas de futebol do Interior, as mudanças permitem ao atual “gestor” se reeleger (sic) por mais 2 mandatos o que o deixaria até 2026 no cargo. Para os mais críticos, tempo suficiente para enterrar clubes, ligas e competições na Bahia pela falta de ações positivas e criatividade de quem chegou, nada fez e não quer sair.

Enquanto uns querem ser lembrados pelo que se chama de “legado” a atual gestão tem apenas o que lamentar. Se não vejamos:
01 – Perda de “Sua Nota É UM Show”. Para Bahia e Vitória não interessa. Mas quando foi extinto por ingresso o Estado pagava R$ 8,00 x 4.700 entradas, o que representava renda mínima de R$ 37.000,00 em cada jogo;

02 – O Campeonato da 2ª Divisão definha há anos. Em 2017 foram 5 participantes. Em 2018, pode ser igual ou menor. A FBF estaria cobrando R$ 12 mil para inscrição de uma equipe. Engraçado é que da renda a FBF fica com 5% e não paga nada. Tudo sai do borderô (quadro móvel, arbitragem, e aluguel de estádio, etc.), da renda bruta dos estádios, e os “clubes” pagam.

03 – Arbitragem. Quando assumiu, em 2002, tínhamos 3 ou 4 árbitros apitando o Brasileiro. Este ano, nos limitamos a Jaílson Macedo Freitas. Em 15 anos, não incentivou a formação e, como consequência, não formou praticamente ninguém.

04 – Intermunicipal. Já foi a Festa do Interior. De tanta falta de apoio e incentivo cada vez menos ligas tem. E se não fosse o apoio das Prefeituras porque a FBF em nada ajuda, já teria acabado. Algumas Ligas, ou presidentes, se contentam com algumas bolas e uniformes.

05 – Cala-Boca. Para evitar que a imprensa critique, paga as emissoras (empresas) no caso dos profissionais ou se omitem ou os radialistas e jornalistas são demitidos ou barrados) cotas de publicidade como se a FBF precisasse de público. As emissoras de rádio e TV já vendem o futebol com o máximo êxito. Em 2016 se pagou para não ser “criticado” R$ 1 milhão. Para advogados, foram mais R$ 700 mil, ou seja, quase R$ 150 mil por mês para não sofrer críticas e acionar quem o fizesse na Justiça.

06 – Perseguição a imprensa. Vários jornalistas e radialistas são perseguidos porque apresentam erros e falhas da gestão. Na maioria dos casos, perde na Justiça e, as vezes como autor, sequer comparece às audiências. Mas “a liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade”. Quando não liga, pede a assessores que se submetem a isso, para pressionar contra esse ou aquele profissional. São vários depoimentos na Justiça assim. Não se pode dizer, sequer, que o gramado de um estádio está ruim. Lamentável.

Neste momento em que se vê que a permanência no poder não traz nenhuma benefício ao futebol é hora de mudanças. Essas já aconteceram na Fifa e na CBF, embora no caso brasileiro precisamos de assepsia geral nas direções.

Enfim, dá para perceber que a mudança é essencial para uma nova cara e imagem no futebol baiano, campeão e vice brasileiro, de atletas campeões do mundo e árbitros que já integraram o quadro da FIFA.

A FBF precisa de Democracia, Liberdade e Transparência.

Yancey Cerqueira

Radialista DRT 006

Fonte: tudonews

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