José Maria Marin é excluído do futebol

 

Entidade considerou ex-dirigente culpado de suborno em direitos de transmissão e marketing de competições entre 2012 e 2015. Além disso, impôs multa de R$ 3,86 milhões

A Câmara de Arbitragem do Comitê de Ética da Fifa determinou que José Maria Marin, ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e ex-integrante de diversos comitês da Fifa, foi considerado culpado de suborno por ter violado o código de ética da entidade. Por conta disso ele foi banido do futebol para sempre. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 15/4.

A investigação relacionou Marin a vários esquemas de subornos entre 2012 e 2015, e a seu papel na escolha de empresas de direitos de transmissão e marketing de competições da Conmebol (Confederação Sul-Americana), Concacaf (Confederação da América do Norte, Central e Caribe) e da CBF.

Em sua decisão, a Câmara de Arbitragem apontou que Marin violou o artigo 27 (Suborno) do código de ética da Fifa e, como resultado, decidiu bani-lo de forma definitiva de todas as atividades relacionadas ao futebol (administrativas, esportivas etc), tanto a nível nacional como internacional. Além disso, impôs uma multa de 1 milhão de francos suíços (R$ 3,86 milhões) ao ex-dirigente.

Marin foi notificado da decisão da Fifa nesta segunda-feira. O ex-mandatário da CBF está preso desde 2017 nos EUA. No fim de 2018, ele foi julgado no Tribunal Federal do Brooklyn. A juíza Pamela Chen determinou que Marin devolvesse US$ 137.532,60 (cerca de R$ 520 mil) aos cofres da Conmebol e da Fifa. O valor é correspondente a salários e benefícios que foram recebidos pelo dirigente entre 2012 e 2015, período em que ele ocupava cargos nas entidades.

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