Jovem acusado de atirar em transexual em Presidente Dutra é solto pela Justiça; assista

reso há oito meses, o frentista Domingos Mendes, de 20 anos, teve a prisão preventiva revogada pela juíza Letícia Fernandes Silva Freitas, da Comarca de Irecê, nesta quarta-feira (13). No mesmo dia, o jovem deixou a delegacia de Presidente Dutra, no centro norte da Bahia, onde familiares e populares aguardavam emocionados.

Domingos foi detido sob a acusação de efetuar disparos de pistola contra a transexual Bárbara Trindade, a Babi, no dia 2 de abril deste ano. A versão foi negada pela família Mendes em denúncia publicada pelo BNews. Segundo consta na decisão judicial, “apesar de ter sido um crime de extrema gravidade, não é certa sua autoria, sendo que há depoimentos contraditórios nos autos”. O outro acusado, o policial militar Paulo Roberto Ferreira Machado, continua preso.

Procurado pelo pela nossa redação, o advogado Alex Vinícius Nunes Novaes Machado contou que após diversos pedidos, a revogação da prisão preventiva ocorreu após a Comarca de Presidente Dutra ser extinta. “Com a extinção, todos os processos foram deslocados para a Comarca de Irecê, a 18 quilômetros daqui. Como extinguiu a Comarca, mudou o juiz e com isso nós resolvemos entrar com um novo pedido de revogação da prisão. Com um juiz mais imparcial, porque o outro já estava comprometido. Comprometido assim: escutou demais o delegado, escutou demais o promotor e não deu ouvidos à defesa”, explicou.

A soltura do frentista foi comemorada pela família e populares, que chegaram a realizar manifestações na cidade durante a prisão do jovem. Assista abaixo a saída de Domingos da prisão.
CONDIÇÕES DE SOLTURA – Na decisão, a juíza Letícia Fernandes definiu algumas condições ao frentista durante a liberdade provisória. Com isso, Domingos Mendes não poderá se ausentar da cidade sem autorização da Justiça; não poderá se embriagar ou se apresentar embriagado publicamente; não poderá portar armas; não frequentar bares, casas de jogos, boates e congêneres. Também não será permitido que ele se aproxime ou mantenha contato com a vítima (Bárbara Trindade) e seus familiares, nem com os familiares do corréu – o policial militar Paulo Roberto.

O jovem também não poderá mudar de endereço e terá de comunicar a mudança à Justiça, além de comparecer mensalmente à Comarca para justificar suas atividades. O descumprimento das condições revoga a decisão judicial, mantida até o julgamento, com data ainda a ser definida.

O CASO – A transexual Bárbara Trindade, 22, ficou tetraplégica após sofrer dois disparos de pistola 380. Ela teria sido atraída para o local do crime através de uma conversa através do WhatsApp, supostamente enviada por Domingos. A família do frentista nega a versão e credita o surgimento do nome do jovem no caso a um perfil falso criado pelo PM Paulo Roberto, e que teria planejado a morte de Babi por conta de uma foto divulgada na cidade em que os dois apareciam abraçados e os boatos de um relacionamento amoroso. Por sua vez, o policial atribuía o relacionamento com a transexual a Domingos.

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