Morre o ‘serial killer’ Charles Manson

O assassino em série Charles Manson morreu na noite de domingo, 19, em um hospital do condado de Kern, na Califórnia, aos 83 anos, de causas naturais. Manson estava preso desde 1971 por ter sido o mentor intelectual da morte da atriz Sharon Tate, esposa do cineasta Roman Polanski que estava grávida há oito meses e meio, e de outras seis pessoas em 1969.

Os assassinatos foram cometidos em Los Angeles por membros da “Família Manson”, uma seita que o tinha como líder máximo. A morte a facadas de Tate, então grávida do diretor Roman Polanski, teve repercussão mundial. Inicialmente, Manson foi condenado à morte, mas teve a punição convertida em prisão perpétua quando a pena capital foi abolida na Califórnia.

No fim de 2014, Manson pediu autorização para casar com uma mulher de 26 anos, Afton Elaine Burton, mas ele desistiu da ideia. Em 2012, apresentou uma demanda para obter liberdade antecipada, que foi rejeitada. Ele teria que esperar até 2027 para fazer um novo pedido.

Debra Tate, irmã de Sharon, declarou ao site TMZ que recebeu um telefonema dos responsáveis pela prisão onde o criminoso estava detido anunciado que Charles Manson, doente há tempos, havia falecido durante a noite.

Nos últimos 20 anos, Manson sempre se negou a comparecer às suas audiências para liberdade condicional. Em entrevista à revista Vanity Fair, em 2011, se descreveu como um homem “mesquinho, sujo, fugitivo e ruim”, acrescentando que foi condenado por “ser a vontade de Deus”.

Em reportagem publicada em 1970 pela revista Rolling Stone, sobre os assassinatos feitos pela “família”, foi considerado “o homem vivo mais perigoso do mundo”.

Leslie Van Houten, o membro mais jovem do clã, explicou que Manson havia feito neles “lavagem cerebral” com sexo, LSD, leituras constantes de passagens da Bíblia, repetidas escutas do disco “White Album”, dos Beatles, e outros textos sobre o desejo de lançar uma revolução.

A morte do psicopata foi confirmada por uma fonte penitenciária.

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