Mulher pede medida restritiva contra Ministro do TSE

A mulher do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Admar Gonzaga, a dona de casa Élida Souza Matos, de 42 anos, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a determinação de medidas protetivas urgentes contra o marido. Em petição à Corte, a defesa requereu que o magistrado seja proibido de manter contato com ela e pague o plano de saúde, além de uma pensão mensal no valor de 16 salários mínimos (o equivalente a R$14,9 mil). Gonzaga foi denunciado em novembro, pela Procuradoria-Geral da República, por agressão à mulher.

A defesa alega que Élida deixou a residência do casal em outubro e, desde então, tem encontrado ‘inúmeras dificuldades, além da falta de apoio adequado por parte do agressor’. Segundo os advogados, o ministro “permaneceu enviando mensagens que causavam dano emocional” à mulher, que chegou a bloquear seu contato.

Ainda de acordo com a defesa, Gonzaga teria se recusado a custear a alimentação da mulher, que sofre de uma doença autoimune que teria se agravado por ‘estresse psicológico’. O ministro deve pagar o plano de saúde até o fim do tratamento que ela está submetida, pede o advogado.

Gonzaga teria buscado um emprego para a mulher, segundo a defesa. Élida teria recebido duas propostas de trabalho, em funções que a defesa alega não terem ‘nenhum vínculo com sua área de estudo ou experiência e em total desconsideração de seu atual estado de saúde’.

Para o advogado, isso ‘demonstra covardia e reafirma a estratégia exclusiva de autopreservação às custas da integridade física e psicológica’ de Élida.

Como ministro do TSE, Gonzaga só pode ser julgado pelo Supremo. O caso permanece sobre relatoria do decano Celso de Melo, que ainda não tomou uma decisão sobre o pedido de medidas protetivas.

COMPARTILHAR