“Não vi nenhuma tendenciosidade contra um partido”, diz Eliana Calmon sobre mensagens de Moro

 

A jurista baiana Eliana Calmon, primeira mulher a compor o Superior Tribunal de Justiça (STJ), declarou que as revelações feitas pelo site “The Intercept Brasil” contra a Operação Lava Jato não colocam em cheque os processos já julgados. O ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, segundo a publicação, é suspeito de coordenar as investigações junto com o Ministério Público.

“Pelo que ouvi da gravação, não vi nenhuma tendenciosidade contra um partido. Vi uma tendenciosidade contra as pessoas que estavam sendo investigadas naquela investigação que estava acontecendo. É natural que qualquer ser humano que está a frente de uma investigação se posicione. Não existe neutralidade”, declarou, em entrevista ao programa “Jornal da Cidade – II Edição, com José Eduardo”, veiculado na Metrópole FM, na noite desta quarta-feira (12).

Segundo a magistrada, como a investigação envolvia figuras importantes, incluindo um ex-presidente, era imprescindível que a prova fosse concreta. “É natural, é humano, que aquele dirige o processo esteja preocupado em dar sentido ao processo”.

Eliana Calmon diz que não vê crime e nem contaminação da prova em razão do que foi conversando, se colocando contra o afastamento dos membros do Minstério Público.

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